oh!malone

música experimental/improvisada
intervenção artística

Ana Costa . flauta transversal
Zé Miguel Pinto . guitarra eléctrica
João Martins . saxofone alto
Alexandre Gamelas . contrabaixo
João Tiago . bateria

A ideia é fazer música. Mais nada. Com o público presente. Tudo em tempo real.
A ideia é fazer música. Fazer mesmo. No momento. Neste, porque no seguinte será outra coisa.
A ideia é fazer música. Experimentando e improvisando. Que não é bem a mesma coisa.
A ideia é fazer música. Com esta (in)certeza só:
“Which is more musical? A truck passing by a factory, or a truck passing by a music school?”, John Cage


ohmalone é um projecto de música experimental/improvisada que envolve músicos de formações e ambientes diferentes, que se propõe também como projecto de intervenção artística. O nome ohmalone remonta a experiências realizadas na Figueira da Foz desde 1991 no âmbito do rock de garagem e da música experimental/improvisada por José Miguel Pinto, Gonçalo Furtado e Sérgio Bandeira, entre outros.
O actual projecto nasceu em 1998, com a formação de quinteto (contrabaixo, flauta transversal, guitarra eléctrica, percussão e saxofones) tendo-se estreado no âmbito do FestivalX (co-produção Olho, Visões Úteis) no Hard Club, em V. N. de Gaia.
Participou posteriormente num espectáculo de homenagem ao poeta Al Berto, em Aveiro, já em 1999 e na inauguração da feira do livro da Associação de Estudantes da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Editou e distribui, com fins promocionais, a gravação do seu concerto de estreia.
A formação actual (Alexandre Gamelas no contrabaixo e baixo eléctrico, Ana Costa na flauta transversal, João Martins nos saxofones alto e tenor, João Tiago Fernandes na percussão e Zé Miguel Pinto na guitarra eléctrica) estreou-se no concerto da Faculdade de Arquitectura.


Viver no fim do século XX é um desafio. Em todos os campos esta afirmação é verdade, mas na Música ela aplica-se de forma exemplar.Esta é a grande época das contradições e das tragicomédias no reino da "organização dos sons". A Música, nunca como hoje está tão presente nas nossas vidas e, também por isso, nunca como hoje é tão desprezada. As grandes discussões sobre a classificação da Música, que infelizmente não se ficaram pela divisão em "boa música/má música", ou ainda melhor, "música/não música", envolvem teóricos e leigos em espirais de ensaios, tratados, dicionários, compêndios e outras barbaridades similares.Onde fica a Música no meio de tudo isto?: nas salas de concerto desertas onde se apresentam as "grandes novidades" da Nova Música, incapaz de se desligar da herança de Schoenberg e Stockhausen? nas discotecas que proliferam, que transformaram o metrónomo em instrumento solista? Nas salas bafientas onde se cultivam as "alternativas", que de alternativa pouco têm? nos clubes decadentes de jazz, cheinhos de pseudo-intelectuais de esquerda? nos estádios onde a luz e os watts das estrelas da pop e da rock são mais importantes que os três acordes que insistem em martelar? nas festas e romarias do "bacalhau" e do "pimba"?
Se calhar não há respostas consensuais, se calhar a própria pergunta não tem sentido.
O melhor é manter os ouvidos abertos!

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