TIM BERNE'S BLOODCOUNT
Porto - Cinema do Terço - 28 de Abril 99
Lisboa - Aula Magna - 29 de Abril 99
 
Bloodcount are: 
Tim Berne - alto & baritone saxophones 
Michael Formanek - contrabass 
Chris Speed - tenor saxophone, clarinet 
Jim Black - drums 
 


Tim Berne lançou várias palavras que definem só por si só a essência da sua construção e desconstrução do ritmo e do sentimento volúvel da sua obra.
"There was something about the sound of the saxophone that got to me"
"I hadn't listened to much jazz, but then I heard Julius Hemphill's album Dogon A.D., and that completely turned me around. It captured everything I liked in music . It had this Sax/R&B sensibility and it had this other wildness. It was incredible. That's when I started playing"
Tim Berne cedo alcançou o discernimento que o facto de fazer parte de um grupo ou banda lhe proporcionava, ou seja, não um dos lados de um sistema hermético e fechado, mas sim um conjunto de inúmeras posssibilidades, carregadas de enfase quer no contexto das ideias e dos sons.
Em 1979 fundou a sua primeira editora, de seu nome Empire e nos cinco anos subsequentes gravou e distribuiu outros tantos trabalhos da sua autoria e chancela nos quais participaram músicos possuidores de uma mestria técnica fabulosa. Estamos a falar de nomes como Ed Schuller, Olu Dara, Paul Motian, John Carter, Glen Ferris e Bill Frisel.
Em 1988, Tim Berne iniciou uma longa e frutuosa relação com a editora JMT e desde logo gravou o primeiro trabalho (de uma parceria destinada para a edição de dois trabalhos) sobre a alçado do projecto Miniature ( no qual o acompanhavam Joey Baron e Hank Roberts).  
No ano seguinte surgiu a edição de Fractured Fairy Tales, um trabalho que foi aclamado pelo insuspeito New York Times como uma obra prima .
No entanto o maior legado que Berne deixou para esta editora, foi sem dúvida alguma o histórico trabalho Paris Concerts, cuja performance e interpretação foi efectuada pelo seu quarteto BLOODCOUNT, convém referir, que a sua edição foi efectuada em três volumes (Lowlife, Poisened Minds e Memory Select). Estes discos foram calorosamente recebidos pela crítica especializada.
No ano de 1996, Tim Berne fundou uma nova editora, de seu nome Screwgun, e foi através dela que editou um novo pack de três cd's dos Bloodcount e cujo o título era Unwound.
Foi neste ano que fundou um novo quarteto de cordas, de seu nome Dry Ink, Silence, e cuja premiere foi efectuada pelos Kronos Quartet na Brooklyn Academy of Music.
 

Chris Speed
 
As influências musicais de Chris Speed remontam à escola clássica, onde se especializou no clarinete e no piano. O Jazz entrou no âmago do seu ser quando aprendeu no liceu o quente sopre do sax tenor. A esta descoberta, sucederam-se um período de maturação musical em Boston no New England Conservatory e de lá que se emancipou em direcção a New York City, estavamos então no ano de 1992.
 
Desde dessa altura desfilou e trabalhou com muitos dos vultos da musica contemporânea. Nomes como John Zorn, Anthony Braxton ou Mark Helias que dispensam qualquer apresentação. Neste momento encontra-se em tournée ou em estúdio com Tim Berne "Bloodcount", Dave Douglas, Myra Melford, Erik Friedlander, Mark Dresser e Briggan Krauss.
 
Paralelamente a esta actividade criativa, Chris ainda tem tempo para se dedicar às suas bandas Pachora (juntamente com Jim Black) e Human Feel.


Jim Black

Este excelente baterista faz do seu virtuosismo e da maneira como ataca, quebra e mantém o ritmo a sua principal arma performativa.
Possuidor de formação musical superior, bacharel em "Music Private Studies", curso esse que tirou no Berklee College onde que foi lecionado por Jeff Watts, Joe Hunt, Tommy Campbell e Jeff Hamilton.
Devido à sua mestria única gravou e actuou com músicos como Tim Berne, Hank Roberts, Herb Robertson, Ned Rothenberg, Marty Erlich, Jerome Harris, Michael Formanek, Mark Dresser, Thomas Chapin, Roy Hargrove, Antonio Hart, Geoff Keezer e Delfayo Marsalis, Bob Minter, Ernie Watts e Charlie Haden.
Convém no entanto referir que Jim Black participou na gravação de Azul de Carlos Bica e no primeiro trabalho dos Tim Tim por Tim Tum e que lidera o projecto Pachora.


Michael Formanek
 
Michael Formanek é um dos mais conceituados e respeitados executantes de baixo acústico de jazz da actualidade. Tocou como "sideman" de pesos pesados como Stan Getz, Freddie Hubbard, Lee Konitz, Art Farmer ou John Sconfield entre outros.
Formanek , como baixista tem um tom muito rico, um ritmo muito peculiar e virtuosismo melódico muito próprio, que o encaixa na perfeição em qualquer contexto musical, podendo por isso ser colocado tanto no "in" ou no "out" da tradição mainstream.
Nos últimos anos, ele foi a escolha de grandes músicos, tais como, Mingus Big Band, Bob Mintzer Big Band, Mark Murphy, Attila Zoller, Rudy Linka, James Emery, Kevin Mahogany, Martin Ehrlich, Uri Caine e Tim Berne.


organização:  Rock'n'Cave  e  BKool