VICTOR F. ALVES
  
  • Natural de Paredes de Coura
  • Nasceu em 1948.
  • Mora em Moledo do Minho.

  • Representado em diversas colecções particulares em Portugal e Espanha, em Câmaras Municipais, e na fundação Casa Museu "A Solaina" de Pontevedra (Espanha).   
     


  

Exposições:   

  • 1989 – Colectiva, em Aveiro.
  • 1991 – Individual, em Ponte de Lima.
  • 1991 – Individual, em Moledo.
  • 1992 – Individual, em Moledo.
  • 1993 – Individual, em Caminha, GALERIA ETNIA.
  • 1994 – Exposição com Medanha – Paços do Concelho de Paredes de Coura.
  • 1994 – Individual, GALERIA MUNIICIPAL, Caminha.
  • 1994 – Colectiva, em Vila Nova de Cerveira.
  • 1995 – Colectiva itinerante – "Pintores do Alto Minho" Todos os concelhos do distrito de Viana do Castelo, com final no Museu Municipal em Viana.
  • 1995 – Individual, Biblioteca Municipal de Vila Verde
  • 1996 – Individual, CASA DOS CRIVOS, Braga.
  • 1997 – Individual, GALERIA MUNICIPAL, Caminha.
  • 1997 – Individual, ANTIGOS PAÇOS DO CONCELHO, Viana do Castelo.
  •  1999 – Colectiva, Museo do Traje, Viana do Castelo
  •  2000 – Individual, Torre da Cadeia, Galeria Municipal, Ponte de Lima
  • 2000 – Individual, Galeria Municipal, Caminha
  • 2000 – Colectiva, ArteMaio, Museo Municipal, Viana do Castelo
  •  2001 – Colectiva, ArteMaio, Museo Municipal, Viana do Castelo 
 
Sobressalto de lirismo, a pintura de Victor F. Alves introduz-nos num universo mágico, em que a opacidade do quotidiano se fractura para deixar emergir os grandes fluídos vitais – o sol e o mar, referências obsessivas de um permanente exercício de renascer.    

Jorge A.    
Porto, 1991 

 

           Entre "Eros e Thanatos", o traço agiliza-se, corporiza-se, emerge como textura, na apetência do concreto. Da tonalidade à materialidade, do sol à chuva, da água à pedra, recupera-se um sinal, um vestígio, o sentido vegetal da criação e o quadro surge. Nestes meandros de ser, a obra de Victor F. Alves soa como um respirar, como um acto de sobreviver.   

Jorge A.    
Porto, 1994

 
 
o grão   

o tacto   

a nervura   

vegetal   

e eréctil   

o desígnio da textura   

Jorge A.    
1996

Exposição na  GALERIA MUNICIPLAL DE CAMINHA - 18 a 28 de Julho/97   

O que nos mostra esta exposição?   

No caso presente, estamos perante uma pintura que vem de dentro para fora, de cunho, portanto, abstraccionista, mas que tem a ver com a paisagem e com a natureza. Há momentos em que se descobre o Minho, misturado com um lirismo interior, pessoal, através de visões de pedaços de campos verdes, das correntes dos rios, de juncos, de seixos, das algas, das flores do pinhal ou dos caprichos das areias da praia, onde mora o autor.   

Estas visões interiorizadas e filtradas pelo seu olhar, tradu-las o pintor em trabalhos elaborados a acrílico sobre tela, a pastel, a aguarelas, técnicas mistas e algumas colagens, em formatos desde o muito pequeno ao bastante grande.   

Mas como os trabalhos de qualquer artista valem sempre por si e a apreciação é subjectiva, é aconselhável a visita à exposição.   

O autor,   
Victor F. Alves

  
… Mas nunca é de mais repetir que a verdadeira obra de arte nasce misteriosamente. A alma do artista, se está verdadeiramente viva, não tem necessidade de pensamentos racionais nem de teorias. Ela sabe expressar coisas ao artista, que este, no momento, nem sempre pode compreender. A voz interior da alma revela-lhe qual a forma conveniente e onde deve procura-la («natureza» exterior ou interior)… 
Boecklin diria que a verdadeira obra de arte devia nascer como uma grande improvisação. Noutros tempos, concepção, construção, composição são degraus que conduzem ao objectivo – um objectivo por vezes surpreendente, mesmo para o artista.
 
Kandinsky 
(em "Do Espiritual na Arte")

____________________________
Contacto: rockncave@gmail.com