Space 1999
 

Mostra de Música Experimental / Electrónica / Improvisada

Coimbra . Outubro 99

Org.: Associação Cultural Rock'n'Cave 
 
 

 

Space 1999 é uma Mostra de Música organizada pela Associação Cultural Rock'n'Cave dedicado ás novas tendências da música contemporânea.

Objectivos:
- mostrar ao público em geral alguns dos projectos nacionais mais consistentes na área da música experimental/ electrónica/ improvisada.
- dinamizar nesta área a cidade de Coimbra
 
 
Programa:

- 7 Outubro99:
         ZZZZZZZZZZZZZZZZZP!

- 14 Outubro99:
        Albrecht Loops e Eduardo Silva
                improvisação com guitarras e samplers

- 21 Outubro99:
        Stealing Orchestra

- 28 Outubro99:
         Ohmalone
 


 
 

Os concertos decorrerão:

- sempre às quintas-feiras
- no Auditório do IPJ - Delegação de Coimbra.
- às 22 horas
- Entrada Gratuíta
 

Mais informações podem ser obtidas através do telefone : 039 - 835 823
ou do email: nferros@alumni.dee.uc.pt

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Recortes de Imprensa sobre os projectos que vão participar em SPACE 1999

ZZZZZZZZZZZZZZZZZP!

" (...) Da família pós-industrial da electrónica vêm também os Zzzzzzzzzzzzzzzzzp! (com 17 "z", como José Moura, Manuel A. Dias, Miguel Carvalhais e Miguel Sá fazem questão), ainda que tenham
diluído essa caracterização original com as tendências da década de 90, designadamente as do ambientalismo, da techno e do drum'n'bass, revistos por uma atitude inconformista, especialmente atenta à criação de inesperados sons e estruturas - não poucas relações, aliás, tem este quarteto do Porto com o concretismo e a electroacústica. Se no seu trabalho de estreia encontramos algo de tão trivial como "Headzp!", fácil de entrar no ouvido, "Rumour" e os 46 segundos de "Minusmac" colocam-nos no domínio das músicas de "arte". Vozes captadas na banda do cidadão e pulsações quase cardíacas vão-se instalando em paisagens sintéticas quase planas sóperturbadas por baques súbitos, estes mais se assemelhando a precipícios. Sons indentificáveis como o do contrabaixo podem surgir do magma laboratorial que constitui esta obra, mas o mais certo é o ouvinte não discernir as suas origens nem eprceber exactamente o que cada um dos elementos do grupo faz, tal o espírito colectivo desta música. Tudo se remete e tudo se completa."

FICTA, a "outra" música portuguesa - Rui Eduardo Paes, Monitor, Abril 1999
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"...do futurismo resplandescente dos zzzzzzzzzzzzzzzzzp! em "Ficta 003" (AnAnAnA), onde o quarteto do Porto mostra como todos os sons do globo podem constituir, nas mãos certas e sujeitos a um escrupuloso
processo de selecção, transfiguração e ordenamento, a matéria prima essencial para desenhar o mapa musical do presente. Percorre-se "Ficta 003" e admira-se a sobriedade de "Rumour" e "Headzp!", o ritmo
áspero e suave, a colagem incrivelmente estranha de "Minusmac" e a sensibilidade das texturas sibilinas de "Illogical Progression". Uma feliz congeminação digital."

Jorge Manuel Lopes, Blitz, 12 Janeiro 1999
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Albrecht Loops
 

                   " Albrecht Loops - Improvisador e experimentalista, manipulador
                   e constructor de instrumentos cordofones, oriundo da Guarda
                   estabeleceu-se a dois anos no Porto sendo responsável pelo
                   Co-Lab - festival internacional de música
                   experimental/improvisada - que decorrerá no Porto na 2ª e 3ª
                   semana de Julho. "
 
 

                 " Alberto Lopes. O músico que a Guarda viu crescer, de nome Alberto Lopes
                  (Albrecht Loops), continua a surpreender o Porto. Recentemente foi estreada
                  mais uma peça do grupo de Teatro Visões Úteis, a partir de textos de Al Berto,
                  cuja banda sonora é da autoria de Albrecht Loops. E no próximo dia 13 ele
                  tocará no âmbito do Ciclo de Música Contemporânea do Porto, organização
                  do Balleteatro. O músico e compositor vai apresentar o espectáculo "Acaos",
                  acompanhado de duas bailarinas. Momentos únicos."

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Stealing Orchestra

"... A grande surpresa de sábado chegou do palco da Deixa de Ser Duro de Ouvido, que fechou
 a tarde com a Stealing Orchestra (vencedores do Prémio Maqueta deste ano). Com a
 participação de Joana, a mesma vocalista que, no ano passado, encantou na actuação dos
 Kung Fu Trunx, o grupo presenteou a plateia com um soberbo desfile de composições
 filiadas em diversas correntes electrónicas, plenas em temperos versáteis onde nem faltou
 uma pitada de ABBA. Simplesmente genial, com sinais de carreira a seguir com atenção. Um
 disco era bem-vindo."

Nuno Galopim, Diario de Notícias, sobre a actuação dos Stealing Orchestra no palco DeixedeSerDurodeOouvido do Festival de Paredes de Coura 1999

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ohmalone
música experimental/improvisada
intervenção artística

Zé Miguel Pinto guitarra eléctrica
João Martins saxofone alto
Alexandre Gamelas contrabaixo
João Tiago bateria
 

A ideia é fazer música. Mais nada. Com o público presente. Tudo em tempo real.
A ideia é fazer música. Fazer mesmo. No momento. Neste, porque no seguinte será outra coisa.
A ideia é fazer música. Experimentando e improvisando. Que não é bem a mesma coisa.
A ideia é fazer música. Com esta (in)certeza só:
“Which is more musical? A truck passing by a factory, or a truck passing by a music school?”, John Cage
 

ohmalone é um projecto de música experimental/improvisada que envolve músicos de formações e ambientes diferentes, que se propõe também como projecto de intervenção artística.
O nome ohmalone remonta a experiências realizadas na Figueira da Foz desde 1991 no âmbito do rock de garagem e da música experimental/improvisada por José Miguel Pinto, Gonçalo Furtado e Sérgio Bandeira, entre outros.
O actual projecto nasceu em 1998, com a formação de quinteto (contrabaixo, flauta transversal, guitarra eléctrica, percussão e saxofones) tendo-se estreado no âmbito do FestivalX (co-produção Olho, Visões Úteis) no Hard Club, em V. N. de Gaia.
Participou posteriormente num espectáculo de homenagem ao poeta Al Berto, em Aveiro, já em 1999 e na inauguração da feira do livro da Associação de Estudantes da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Editou e distribui, com fins promocionais, a gravação do seu concerto de estreia.
A formação actual (Alexandre Gamelas no contrabaixo e baixo eléctrico, Ana Costa na flauta transversal, João Martins nos saxofones alto e tenor, João Tiago Fernandes na percussão e Zé Miguel Pinto na guitarra eléctrica) estreou-se no concerto da Faculdade de Arquitectura.
 

Viver no fim do século XX é um desafio. Em todos os campos esta afirmação é verdade, mas na Música ela aplica-se de forma exemplar.Esta é a grande época das contradições e das tragicomédias no reino da "organização dos sons". A Música, nunca como hoje está tão presente nas nossas vidas e, também por isso, nunca como hoje é tão desprezada. As grandes discussões sobre a classificação da Música, que infelizmente não se ficaram pela divisão em "boa música/má música", ou ainda melhor, "música/não música", envolvem teóricos e leigos em espirais de ensaios, tratados, dicionários, compêndios e outras barbaridades similares.Onde fica a Música no meio de tudo isto?: nas salas de concerto desertas onde se apresentam as "grandes novidades" da Nova Música, incapaz de se desligar da herança de Schoenberg e Stockhausen? nas discotecas que proliferam, que transformaram o metrónomo em instrumento solista? Nas salas bafientas onde se cultivam as "alternativas", que de alternativa pouco têm? nos clubes decadentes de jazz, cheinhos de pseudo-intelectuais de esquerda? nos estádios onde a luz e os watts das estrelas da pop e da rock são mais importantes que os três acordes que insistem em martelar? nas festas e romarias do "bacalhau" e do "pimba"? Se calhar não há respostas consensuais, se calhar a própria pergunta não tem sentido.
O melhor é manter os ouvidos abertos!

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www.rockncave.org